sexta-feira, 4 de março de 2011

Sobre pouca Luz...

Estávamos no carro e pedi que ela fosse um pouco mais rápida. Ela me olhou e sorriu como quem lida com  uma criança, que em sua ignorância poe em risco a vida que tem, não dissemos nada depois disso, mas senti que aquele sorriso, aquele olhar, eles haviam me machucado...
Me senti incomodada, entendia sua cautela em relação a velocidade, mas a detalhes na expressão do rosto que ofendem de tal forma, que não podemos continuar indiferentes.
Disse:
-Pare o caro, quero descer.
Ela me olhou surpresa estava de noite, estava frio e escuro  e ela sabia que eu não fazia a mínima idéia de onde mesmo estava, nem tão pouco como chegar em casa.
Esperava confesso um "não"; no entanto ela simplesmente olhou pra frente parou o carro e destravou a porta.
Esperei alguns segundos, olhando perplexa a ela. Em seguida abri a porta e assim que o carro estava seguramente longe eu me rendi ao choro.Pela primeira vez em minha vida me senti usada, mil coisas passaram em minha mente, estava mais confusa do que perdida. Em outra circunstancias de espírito eu estaria aterrorizada pelo ambiente em que ela me deixou as ruas eram escuras e a pouca luz iluminava rostos que eu quero poder esquecer um dia.
Ouvia vozes estranha atrás de mim e o medo me deixava tremula de mais para olhar pra traz, pensei em ligar pra mil i uma pessoas, mas o celular avia ficado no carro ...e carro não iria mais voltar ...não sei como fui chegar em casa só sei que devo isso a Deus...

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